Malas

Dá para confiar nos cadeados padrão TSA? Acho que não…

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Como você costuma fechar as suas malas com aqueles cadeados tipo TSA? Seja ao despachar as malas no check-in ou ao deixa-las num quarto de hotel, não conheço ninguém que em sã consciência deixe as malas destravadas.

Se nos últimos anos você viajou para os EUA, muito provavelmente ao abrir a sua mala em casa notou que havia dentro dela uma carta da TSA (Transportation Security Administration), o órgão norte americano responsável pela segurança aérea.

Desde os fatídicos acontecimentos de 11 de setembro, as autoridades dos EUA endureceram a fiscalização de bagagens. Após passar as malas despachadas pelos cães farejadores, pelas máquinas de raios-x e por um detector de explosivos, a TSA tem a prerrogativa de abrir a sua mala para uma inspeção visual.

A gente mesmo quase sempre tem as nossas malas abertas. O lado bom é que nada some e em todas elas não havia nem sinal de que alguém mexeu nas malas. Só dá para saber mesmo pela cartinha da TSA dentro.

Depois de algumas malas abertas pela TSA percebi que eles têm uma tendência a abrir as malas que têm líquidos e cremes acima de uma certa quantidade. Resolvi então facilitar a vida dos agentes colocando todos os objetos deste tipo em uma mala só, e se possível num compartimento segregado.

O procedimento pode parecer meio estranho a princípio, e é. Aposto que muitos de vocês estejam se perguntando coisas do tipo: quem garante que não colocaram nada ali depois? E tal?

Não questiono se eles têm o direito de fazer isto eu (tem coisas que não se discute!). Fora que prefiro ter a minha mala revirada do que sofrer com algum ato de violência praticado por algum radical. Vide noticiários dos últimos tempos.

Mas qual a segurança do sistema? Dá para confiar?

Já li sim relatos de coisas que simplesmente sumiram das malas, e até o caso de um jornalista que teve um tênis feminino colocado na sua mala, e um perfume sumiu – o assunto foi parar até na Jovem Pan.

Cartinha da TSA.

Para que você não tenha o seu cadeado comum estourado, todo mundo recomenda que você utilize os cadeados padronizados pela TSA. Várias marcas vendem estes cadeados, bastando procurar pelo símbolo vermelho como na foto acima.

Se você nunca os viu de perto, eles têm um número que vai de 1 a 9 na base. Este número diz qual a chave mestra que o abre. É assim que os agentes da TSA abrem e depois fecham a sua mala sem ter que estragar nada.

A minha confiança no sistema de cadeados já não era lá aquelas coisas, mas ela ruiu mesmo depois da notícia de que o gabarito destas chaves está disponível em alguns sites da internet, como noticiado.

E ai? Como fica o sistema? As autoridades garantem que enquanto as malas estão em poder da TSA está tudo protegido. Ok, sou obrigado a concordar – lembram das coisas que não se deve questionar?

Mas voltando ao início do post, não é só para despachar no aeroporto que você fecha a sua mala. 

E quando as malas estão no quarto do seu hotel???… Perceberam o tamanho do risco aos turistas que o vazamento destas chaves mestras representa. Para ser direto: são milhares de malas em quartos de hotéis supostamente trancadas com cadeados cujas chaves mestras estão à disposição na internet.

Então se você gastou uma grana comprando um cadeado padrão TSA (sim eles são mais caros!) pensando estar seguro, esquece!

Minha sugestão? Como você não tem como deixar de utilizar os cadeados da TSA durante o voo, deixe um cadeado comum à mão para ser utilizado em outras oportunidades, como por exemplo em hotéis ou outros lugares onde as malas fiquem fora da vista.

Adicionalmente, vocês podem utilizar os incríveis lacres da SealBag não só para lacrar a mala com segurança em qualquer situação. Se você não conhece estes lacres, veja o review completo dos lacres da SealBag e, principalmente, como evitar o golpe da cesariana e saber antes mesmo de abrir a sua mala em casa, se ela foi aberta entre o despacho e a retirada na esteira.

Só sei que a partir de hoje, cadeado da TSA, só mesmo para cumprir a determinação legal entre check-in e retirada na esteira.

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Diogo Avila

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